Médicos do principal hospital de Bérgamo relatam sobrecarga do sistema de saúde. Número de mortos na Itália passa de 4 mil.
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| Rotina no principal hospital da cidade de Bérgamo, epicentro da Covid-19 na Itália |
Médicos do principal
hospital de Bérgamo estão preocupados com a quantidade de pacientes da doença que já matou mais de 4 mil pessoas na Itália.
E fazem um alerta ao mundo: "Não é uma gripe".
"A maioria dos pacientes tem pneumonia. É uma pneumonia muito
severa", alertou um médico.
Com cerca de 120 mil habitantes, a cidade de Bérgamo, no norte da
Itália, tornou-se um dos locais mais críticos da pandemia de novo coronavírus —
a ponto de militares precisarem trabalhar para levar os corpos das vítimas da
Covid-19.
Com a velocidade do contágio do novo coronavírus, o sistema de saúde de
Bérgamo está sobrecarregado. "É massivamente estressante para qualquer
sistema de saúde, porque vemos todo dia de 50 a 60 pacientes chegando. A
maioria é tão severa que eles precisam de muito oxigênio", disse outro
médico.
"Nunca me senti tão estressado na minha vida. Eu sou um
intensivista, então estou acostumado com momentos intensos, com escolhas.
Quando você chega a esse ponto, você percebe que não é suficiente. Estamos
fazendo o nosso melhor, mas talvez não seja suficiente."

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