O Governo de Pernambuco, por meio da AD Diper,
busca ideias inovadoras para minimizar impactos da Covid-19 na economia. O
projeto é apoiado por um grupo de cinco empresas que está contribuindo com o
aporte de R$ 400 mil para o desenvolvimento dos melhores projetos.
O prazo para as inscrições do “Desafio
OIL/AD Diper – Nova Economia” foi prorrogado. Os interessados podem se
registrar no site da chamada (novaeconomia.portodigital.org),
que recepcionará as propostas até 16/08. Até o momento, já foram submetidas 90
propostas. A prorrogação do prazo tem como objetivo ampliar as oportunidades e
colher mais soluções. Qualquer empresa de tecnologia ou pessoa física pode se
participar. A iniciativa pretende receber e selecionar ideias inovadoras que se
proponham a mitigar os impactos econômicos causados ou agravados pela pandemia
da Covid-19.
A chamada de inovação priorizará seis
eixos que servirão de guias para as proponentes apresentarem suas ideias
inovadoras voltadas para: marketing e vendas; gestão de negócios;
biossegurança; formação de pessoas; distribuição e logística e finanças e
contratos. As seis melhores ideias classificadas receberão aportes financeiros
para viabilizar os custos de desenvolvimento, ou adaptação, para serem
empregadas num ambiente de convivência com a COVID-19. Além disso, serão
promovidas rodadas de investimento e abertura de crédito para aceleração com as
empresas e startups participantes.
O desafio é uma iniciativa capitaneada
pelo Governo de Pernambuco, por meio da Agência de Desenvolvimento Econômico de
Pernambuco (AD Diper), estatal vinculada à Secretaria de Desenvolvimento
Econômico de Pernambuco.
O projeto conta com a coparticipação do Porto Digital e um grupo de
especialistas setoriais, contratados pela AD Diper para montar e gerir essa
chamada de Inovação Aberta, juntamente com empresas fomentadoras, como Grupo
Moura, Grupo Cornélio Brennand, Indústrias Reunidas Raymundo da Fonte,
AkzoNobel e Indorama Ventures Polímeros. As empresas contribuirão com um total
de R$ 400 mil para viabilizar o desenvolvimento das propostas selecionadas.
Poderão ser submetidos aplicativos,
plataformas, soluções de sensoriamento, Inteligência Artificial, Inteligência
de Negócios (BI), entre outras ferramentas tecnológicas. Esses projetos serão
analisados numa primeira etapa sob a ótica da tecnologia, prazos de
desenvolvimento e viabilidade econômica. Após essa fase, aquelas que atenderem
esses requisitos mínimos, serão submetidas ao Comitê das Empresas Apoiadoras,
que terão total autonomia para apontar os vencedores desse Desafio.
EIXOS EXPLORADOS
As propostas de projetos enviadas devem
atender a um dos eixos destacados. Os temas foram divididos em: Marketing e
Vendas, com propostas que devem escalar a adoção de novas estratégias
(digitais ou não) de marketing e vendas, principalmente para pequenos negócios
locais, para que possam continuar lucrando durante e após a pandemia; Gestão
de Negócios, propondo o redesenho de ofertas e modelos de negócio para a
nova realidade baseados nos recursos e capacidades instaladas do negócio; Biossegurança,
com a intenção de levar as empresas a terem ambientes de trabalhos biosseguros
e colaboradores saudáveis, agentes contra a disseminação da Covid-19 na
sociedade.
Os outros três segmentos são: Formação
de Pessoas, para habilitar de forma escalável os empreendedores e
colaboradores para que possam definir e usar novas estratégias, canais e
procedimentos, visando a transformação digital de seus negócios; Distribuição
e Logística, com propostas para não apenas otimizar os processos de
distribuição e logística, mas torná-los catalizadores de novos modelos de
negócios inovadores durante e após a pandemia e, por fim, Finanças e
Contratos, buscando soluções para que empresas se mantenham competitivas na
convivência com a pandemia, tenham acesso a novas oportunidades de crédito e
transações financeiras.
CRITÉRIOS
As propostas deverão levar em conta a
maior limitação de contato entre as pessoas, novas leis e regulamentações, e
restrições mais rígidas de viagens e higiene, entre outros aspectos, para
poderem minimizar os efeitos da Covid-19 na economia. As empresas apoiadoras
terão direito ao uso e suporte sem ônus por 12 meses, tendo a oportunidade de
testar essas soluções em primeira mão. Esses produtos uma vez comprovada sua
eficácia para solucionar na prática os problemas apontados, terão a
oportunidade de ganhar escala e receber aportes mediante uma rede montada com
Aceleradoras e Fundos de Investimento parceiros.

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